Ação vai começar com presos do FOC que fazem tratamento contra a tuberculose.

Ideia é expandir para outras unidades prisionais.

Presos passaram por entrevista para repassar dados sobre o tratamento para receber o adesivo de nicotina Ascom/Iapen-AC No Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, 74 presos que fazem tratamento contra a tuberculose foram selecionados para participarem de um projeto antitabagismo.

O consumo de cigarros é proibido dentro das unidades prisionais do Acre desde outubro de 2019.

A determinação é da resolução de número 03 do Conselho Gestor do Sistema Integrado de Segurança Pública (Consisp).

A gerência da Divisão de Saúde Prisional do Instituto de Administração Prisional do Acre (Iapen-AC) informou que, inicialmente, apenas os presos em tratamento contra a tuberculose vão participar, mas a ideia é expandir para todos os presos. “A tuberculose associada ao tabagismo agrava a situação mais ainda e também a Covid.

Estamos em uma pandemia e a intenção é que os agravos sejam minimizados, caso venham pegar [a Covid-19] que sejam sintomas leves.

O fumante já tem um agravo nos pulmões e vem a Covid, que também afeta os pulmões, e tudo pode piorar.

A intenção é pegar esses pacientes mais fragilizados, explicou a gerente da Divisão, Ingrid Suárez.

Até este sábado (1), em todo o estado, 190 presos testaram positivo para Covid-19, sendo que 169 já são considerados curados. Programa vai durar três meses com presos do FOC Ascom/Iapen-AC Ainda segundo Ingrid, a primeira fase do projeto começou na quinta-feira (30) com o levantamento e seleção os presos que fazem em tratamento.

Eles também assistiram uma palestra.

Na segunda fase, que inicia na próxima semana, os presos vão receber o adesivo de nicotina.

O tratamento tem duração de três meses com esse grupo de presos e é feito em parceria com o Ministério da Saúde, da coordenação da Saúde Prisional e da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).

“O adesivo é trocado diariamente, só dura 24 horas.

Ele libera no organismo uma quantidade de nicotina segura, como um medicamento que simula isso, e vai tratando a abstinência do cigarro.

Temos casos de presos que fumam desde os cinco anos.

É chocante.

O pai entregava o restinho do cigarro para ele jogar fora e foi fumando e viciando”, complementou.

A gerente acrescentou que a projeto é a primeira iniciativa para ajudar os presos que fumam a largarem o cigarro.

“A pessoa que fuma tem uma abstinência muito grande, ela surta.

O diferencial é que nunca trabalhamos o antitabagismo dentro das unidades prisionais do Acre.

A maioria dos presos é fumante, independentemente do tipo.

Fizemos a tabulação para ver a quantidade de miligrama que cada um precisa e vamos liberar”, concluiu.