Medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Prisão temporária de Oswaldo Eustáquio vence no domingo.

A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (3) mandado de busca e apreensão na casa do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio.

Ele está preso desde 26 de junho e é investigado no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a organização e financiamento de atos antidemocráticos.

A medida foi autorizada pelo ministro relator do inquérito no Supremo, Alexandre de Moraes.

A prisão de Eustáquio é temporária e vence no próximo domingo (5).

Ele foi preso em desdobramento das investigações.

A PF apontou risco de fuga ao prender o bolsonarista (veja no vídeo abaixo). PF prende blogueiro bolsonarista investigado por financiamento de atos antidemocráticos Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), Eustáquio “se inclui tanto no núcleo produtor de conteúdo, como se relaciona com os operadores de pautas ofensivas ao Estado Democrático de Direito”. A PGR pediu a prisão do blogueiro sob argumento de que ele poderia atrapalhar as investigações. De acordo com os investigadores, Oswaldo Eustáquio defende de forma oblíqua uma ruptura institucional.

Os investigadores citam por exemplo uma postagem em rede social na qual Eustáquio afirma: "Esse Supremo Tribunal Federal...

corrupto...

corrupto, que que ele fez? [Está] mancomunado com o Rodrigo Maia.

[....] Em 64 não houve golpe militar, foi um contragolpe...

porque daqui a pouco as pessoas vão falar: Oswaldo, você é a favor de uma intervenção militar? Não, eu sou a favor de uma intervenção do povo". Em depoimento à Polícia federal nesta quinta-feira (2), o blogueiro negou ter articulado ou participado de atos antidemocráticos, que defendam intervenção militar ou o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo.

Eustáquio admitiu que tem relações pessoais com outros investigados do inquérito, como a extremista Sara Giromini, Fernando Lisboa, Allan dos Santos e o empresário Otavio Oscar Fakhoury, mas negou que trate de questões profissionais como eles.

Segundo ele, seu canal – que foi iniciado há dois meses - não recebeu recursos públicos e nem a chamada monetização, que é o pagamento pelo acessos feitos pelas redes sociais.

O blogueiro classificou de “equívoco” sua decretação por risco de fuga do país. O blogueiro afirmou que atua como jornalista profissional e que fez cobertura jornalística das manifestações.

Ele tentou se descolar dos movimentos.