Segundo MPF, Humberto Carrilho pagou mais de R$ 1,7 milhão em propina para o ex-diretor Paulo Roberto Costa para que contrato fosse firmado sem licitação.

O empresário Humberto Carrilho foi denunciado, nesta terça-feira (30), por corrupção e lavagem de dinheiro pelo Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo a força-tarefa, o empresário pagou R$ 1,7 milhão em propina ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para que fosse firmado um contrato de R$ 265 milhões entre a empresa de Carrilho e a estatal sem licitação. De acordo com o MPF, o empresário pagou propina ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras para que a estatal firmasse um contrato de prestação de serviços de armazenamento e movimentação de produtos no terminal fluvial de Itacoatiara, no Amazonas. A denúncia afirma que o contrato foi feito sem licitação alegando que se tratava de uma "exclusividade".

No acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa afirmou que sua intermediação "pesou" para a contratação da empresa de Carrilho. O G1 tenta contato com a defesa de Humberto Carrilho e com a Petrobras. Carrilho foi alvo da 29ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em maio de 2016, para investigar a distribuição de propinas a políticos do, na época, Partido Progressista (PP).

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