Para a oposição pró-democracia em Hong Kong e vários países ocidentais, incluindo os EUA, o G7 e a UE, a lei é um ataque à autonomia e às liberdades do território.

O parlamento chinês aprovou nesta terça-feira (30) a controversa lei de segurança nacional para Hong Kong, informou a imprensa do território semi-autônomo, levantando temores de uma repressão por qualquer oposição política na ex-colônia britânica.

O parlamento nacional de Pequim adotou o texto por unanimidade, informaram nesta terça a Now TV, RTHK e South China Morning Post.

Esta lei, cujo objetivo declarado é reprimir "separatismo", "terrorismo", "subversão" e "conluio com forças externas e estrangeiras", visa restaurar a estabilidade da ex-colônia britânica que foi palco no ano passado de manifestações em massa contra o governo central.

Para a oposição pró-democracia em Hong Kong e em vários países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, o G7 ou a União Europeia (UE), essa lei é um ataque à autonomia e às liberdades do território. Os opositores temem que a lei seja usada para silenciar a dissidência e enterrar a semi-autonomia e as liberdades do povo de Hong Kong.

O texto, redigido em apenas seis semanas, não passará pelo o conselho legislativo local.

Os quase 7,5 milhões de habitantes de Hong Kong desconhecem seu conteúdo.

Em entrevista com a imprensa na manhã desta terça, a chefe do Executivo local, Carrie Lam, se recusou a dizer se o texto foi aprovado.

"Acho que não é para eu comentar neste momento questões relacionadas à lei de segurança nacional", afirmou Lam.