Eder Oliveira de Moraes voltou para cela da 3ª Delegacia de Polícia Civil, no Bairro Carandá Bosque, onde já havia ficado


Duas semanas depois de conseguir decisão para cumprir em casa prisão preventiva por furto de cocaína da unidade policial de Aquidauana, o delegado de Polícia Civil Eder Oliveira de Moraes, de 51 anos, voltou para o regime fechado.  Ele também é condenado a 21 anos de reclusão por estupro ocorrido dentro da delegacia de Rio Verde de MT.

A liberdade com restrições havia sido concedida ao delegado pelo juiz de primeiro grau e cumprida em 4 de novembro. Agora foi derrubada por decisão da 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).  O cumprimento da nova ordem de prisão foi hoje.

Segundo o Campo Grande News apurou, Eder voltou para cela da 3ª Delegacia de Polícia Civil, no Bairro Carandá Bosque, onde já havia ficado.

Neste ano, em maio, o réu por tráfico de droga e condenado por violência sexual contra menores de idade tinha conseguido decisão para ficar em prisão domiciliar, benefício que também foi negado em segundo grau.

A autoridade policial foi presa pela Corregedoria da Polícia Civil sob acusação de integrar esquema que furtou cem quilos de cocaína da delegacia de Aquidauana, onde era titular.

 A defesa, ao pedir a revogação da prisão, citou que ele estava na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, mas foi transferido para o Complexo Penitenciário, dividindo cela comum com outras 15 pessoas.

 O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) reforçou que o delegado deveria ficar preso porque coordenou os crimes “mais graves que Aquidauana e região testemunharam nos últimos anos”.

Diante da decisão do começo de mês concedendo a prisão domiciliar, o MPMS recorreu e a Câmara acatou as razões para manter o delegado em regime fechado.

 O advogado dele, Irajá Irajá Pereira Messias, informou que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). 


CAMPO GRANDE NEWS

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